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Mostrando postagens de janeiro, 2015

Eleições gregas, Europa e capacidade de cooperação e coordenação

Eis que o partido-frente Syriza ganhou as eleições Gregas de 25/01/2015, apesar do terrorismo político dos atores ligados aos mercados financeiros. O resultado eleitoral é expressado da seguinte forma na composição do parlamento grego:  Provavelmente a sinalização de mudança na política fiscal européia , apontando para uma menos restritiva, apresentada na semana passada, por meio do "pacote" de ajuda, já é uma adequação a um cenário político onde os principais quadros políticos nacionais desta geração não estão lá muito acostumados: negociarem com pessoas sustentadas por uma população com sentimentos de mudança à esquerda, assim como vive a América Latina há alguns anos. Os vencedores, rotulados de "esquerda radical", numa postura extremamente pragmática e "não-radical", já fizeram um acordo com um pequeno grupo de direita, que apoia mudanças econômicas, para garantir a maioria e a capacidade política de governar durante um tempo. Provavelmente ...

Capital internacional no sistema de saúde brasileiro

No dia 20/01/2015, foi publicada uma alteração na principal lei que estrutura o sistema nacional de saúde brasileiro. A alteração permite a participação direta do capital internacional no sistema. Digo direta, pois indireta já há e muita, via fármacos, reagentes, hardwares e softwares para diagnósticos, entre outros. A lei 8080 de 1990 passa a ter a seguinte redação nos artigos 23 e 53: Art. 23. É permitida a participação direta ou indireta, inclusive controle, de empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde nos seguintes casos: I - doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas, de entidades de cooperação técnica e de financiamento e empréstimos; II - pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar: a) hospital geral, inclusive filantrópico, hospital especializado, policlínica, clínica geral e clínica especializada; e b) ações e pesquisas de planejamento familiar; III - serviços de saúde mantidos...

Tudo é muito fácil quando os recursos não são tão escassos.

Volta das férias.  De duas semanas de praia no forno que estava o Rio de Janeiro, de volta para o deserto: quando chegamos (eu e as crianças), a secura até que não estava tão intensa, havia 48% de umidade relativa do ar. Quando ainda estava no RJ, nacionalmente começou a reverberar a "crise" do Governo do Distrito Federal. Crise esta que pode ser resumida a uma pergunta: onde está o dinheiro ? No Brasil, a não tão pequena fração do território nacional que contém a cidade cujo papel político é conter a capital política e administrativa do país não é um território administrado pela própria União para que sua sede funcione da melhor maneira possível. O Distrito Federal (DF) brasileiro é um ente federado, digamos, sui generis, assim como o é a própria federação brasileira. O DF é estado e município simultaneamente. Tais características deveriam fazer do DF um lugar onde o quê não pode haver é falta de dinheiro para os que administram a organização social chamada Estad...