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MEMÓRIA DA DESTRUIÇÃO

Dez anos ou mais longe de minha terra-natal.

O Rio de Janeiro passa por um daqueles momentos de "revitalização".

Esses momentos, ao longo do tempo, tem um mecanismo básico: destruir para construir.

Quão maior a densidade demográfica pior é a mobilidade quando da fase destrutiva.

Obras de urbanização e reurbanização são parte da ação do Estado em "aquecer" a economia, ou para fazê-la sair da inércia, ou para evitar que ela pare.

David Harvey compara as políticas de urbanização e reurbanização ao complexo militar-industrial dos EUA em termos de função de acúmulo de capital.

Se é assim, quando da construção de Brasília e os todos os benefícios financeiros que parte do empresariado do sudeste acumulou, houve a destruição de uma capital: o papel econômico da administração pública passou a ser exercido em Goiás.

Acabei por descobrir um livro muito interessante publicado pela Prefeitura do município do Rio de Janeiro, chamado Memória da Destruição.

Vale a pena ver alguns dos momentos destrutivos/construtivos que o Estado provê em seu território.

Um registro fotográfico e historiográfico muito interessante. 

MEMÓRIA DA DESTRUIÇÃO. Rio, uma história que se perdeu (1889-1965)




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