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Ebola e economia do algodão

Trocas.

Ser social é sinônimo de ser de trocas. Trocas concretas e trocas simbólicas. Trocas macro e trocas microscópicas.

Uma epidemia nada mais é do que uma troca indesejada que aumenta em intensidade e em número de envolvidos ao longo do tempo: seu território tende a expandir-se até um ponto onde as trocas começam a cair. Um comportamento de parábola.

Afora esta pequena diletancia quase-poética, dois mapas chamaram-me a atenção nestes últimos 4 dias. Um deles produzido pela OMS, outro pelo Banco Mundial. Ambos sobre trocas.



O mapa acima apresenta um território onde parte das trocas dá-se em função do algodão. 

Abaixo, um mapa produzido e disponibilizado pela OMS apresentando os casos confirmados de Ebola no início de Agosto de 2014.



 
Dadas as distribuições de Ebola e da "Bacia do Algodão", não estranharia nada que se a epidemia não for contida, ela seguirá um determinado fluxo de interiorização, que pode ser facilitado pelas trocas com base na economia do algodão.

É uma possibilidade; inclusive bastante razoável.

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