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Índice de Gini: Brasil em perspectiva

Ontem publiquei um pequeno texto no portal da Associação Nacional da Carreira de Desenvolvimento de Políticas Sociais (ANDEPS) sobre a desigualdade de renda e as eleições de 2014.

Basicamente, digo que:

a) a queda na desigualdade de renda não é um fenômeno novo: começou nos anos 1970, foi interrompida com a hiperinflação e, depois, retomou sua trajetória de queda, em ritmo mais acelerado ;

b) o Índice nacional (média nacional), esconde desigualdades regionais e estaduais e considerar estas desigualdades é fator relevante para a adequação (focalização) de políticas públicas a realidades distintas.

Observando-nos isoladamente, esta queda na desigualdade de renda é algo bom. No entanto, se nos inserirmos no mundo, comparando-nos a alguns países, podemos perceber que essa situação de melhora, dá-se num contexto ruim, de grande desigualdade. De grande concentração de renda.

Exatamente essa informação qualitativa que apresento por meio do gráfico abaixo, que produzi a partir dos dados obtidos no portal da comissão europeia de estatística (Eurostat).



Isso significa que as distâncias entre a maioria que detém a menor parte da renda e a minoria que retém a maior parte da renda são muito, muito grandes no Brasil, fruto de nossa trajetória desde que o Estado (Português) apossou-se deste território.




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