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Depois de morto, Gushiken derrota ‘Veja’

Como expus em outro lugar e momento, penso que o processo eleitoral deste ano - com e apesar da Copa -, será similar a 1989 em termos das intrigas e mentiras.

No entanto, isso não se dá de um momento para o outro. A sociedade brasileira está em acelerado processo de mudança, principalmente nas partes "inferiores" da pirâmide de renda e escolaridade.

Estratégias políticas baseadas no uso instrumental da moral vão amadurecendo ao longo do tempo.

Nesse mês, o falecido Gushiken - um dos mais brilhantes estrategistas políticos que tínhamos aqui no Brasil -, ganhou um caso judicial contra denúncias da "Veja".

Eis um trecho da sentença que deu a vitória judicial a Gushiken, depois dele ter morrido em meio às nuvens da acusação moral sem provas: A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento. A falácia é de doer na retina.

Relembrar o caso é voltar os olhos para trás e ver, em perspectiva, certas trajetórias discursivas de parte do que deveria a "direita esclarecida" do Brasil. De "esclarecida", nada há.










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