Pular para o conteúdo principal

Postagens

REFLEXÕES BASEADAS NA MOBILIZAÇÃO DOS CAMINHONEIROS - MAIO 2018

Maio de 2018. Brasil. A economia política em curso há décadas vê-se em um impasse produzido pela paralização do componente “circulação”. A economia real vive duas semanas com os estoques existentes nas empresas e nas famílias. A mobilização de Maio de 2018 no Brasil permite um sem número de reflexões, pois atingiu o núcleo da Nova República, este pacto entre a Oligarquias, populistas de todos os matizes, tecnocratas estatistas, parte da elite universitária e todo sistema político que vive e sobrevive de gastar os recursos privados (individuais ou organizacionais) expropiados pelo Estado, pelo governo. As posições aqui explicitadas são resultante destes meus 50 anos de vida e são de minha inteira responsabilidade. Provavelmente não haverá nenhuma novidade, afora o fato dos elementos analíticos estarem totalmente inseridos num contexto de mal estar social que está aumentando e amadurecendo, estando muito mais perceptível, pois mais intenso, desde a época do "Padrão Fifa...

Principais orgãos assessores da Presidência da República

Pensando num arranjo político-administrativo dos principais assessores da Presidência da República (os ministros ou ministras), um caminho possivel, em quase infinitos outros: 1) um ministério da educação (cultura e esportes compreendidos como cultura), ciência e tecnologia (à moda alemã) ; 2) um ministério da infraestrutura (engenharias): telecom; portos; aeroportos; rodovias; obras públicas (iluminação, saneamento, etc) ; 3) um ministério de gestão: fazenda (caixa) + planejamento (gasto do que se arrecada) ; 4) um ministério das relações exteriores ; 5) um ministério da defesa ; 6) um ministério da saúde, mas com uma mudança organizacional em relação às estruturas quase-acadêmicas que há internamente ; 7) um ministério da economia, proteção e inclusão social: mdic, previdência, comércio, mds, pesca, agricultura, etc, etc... ; 8) um ministério da justiça e direitos humanos ; 10) um ministério de articulação fede...

EDUCAÇÃO, MELHORES EMPREGOS, MAIOR PRODUTIVIDADE MÉDIA, MAIS RENDA

Há alguns (talvez muitos) anos atrás, estudando Psicologia na UERJ e sendo membro do C.A. e do DCE, havia uma grande polêmica com o MEC governado por Paulo Renato. Governo FHC. Centralmente, havia uma discussão sobre o modelo dos "Tigres Asiáticos" (os subservientes aplicadores do "neoliberalismo"), que tinham optado explicitamente por priorizar e fortalecer durante um período de tempo, os investimentos no ensino no campo das "exatas", em particular do campo aplicado, das engenharias (mecânica e elétrica, no caso). Na UERJ, à época, as áreas de humanas e sociais formavam muita gente boa em discutir Freud, Marx, Deleuze, Foucault, Vigotsky, Leontiev, etc. Eu estava entre eles e contra o modelo Asiático, contra o "neo - liberalismo". Há algum tempo penso que minha leitura da realidade, à época, estava errada ao negar o modelo dos "tigres", em favor do pensamento "crítico". O tal pensamento "crítico", neste contexto,...

O ACIDENTE EM MARIANA, MG

Fico imaginando o que ocorreria se a Vale ainda fosse estatal e a barragem em Minas Gerais tivesse rompido, mesmo sendo esta de responsabilidade de ou tra empresa, a Samarco . Qual seria o cenário hoje ? A oposição faria um escândalo e usaria o acidente como um exemplo de ineficiência, de desgoverno, de desconsideração com as pessoas, entre tantos outros argumentos. Seria mais gasolina na fogueira da atual crise política e econômica. Não pode fazê-lo pois trata-se de um empreendimento privado autorizado pelas diversas facetas do Príncipe-controle. Por parte da situação, seria instalada uma comissão, que montaria alguns grupos de trabalho para identificar quem falhou num mundo inteiro de co-responsáveis: do responsável técnico pelo projeto de engenharia, até o órgão ambiental que licencia e monitora, passando por um sem número de departamentos, diretorias, etc. Isso nos três níveis de nossa sui generis federação. Responsabilidade diluída, pulverizada, abririam-se os processos administr...

Total de servidores públicos no Brasil

Um pequeno extrato de matéria publicada em O Globo de hoje, baseada em dados coletados por pesquisadores do IPEA: "Além de aumento do total de servidores federais, ao longo dos anos 2000 e até o fim do 1º governo Dilma também houve aumento no número de cargos comissionados, aponta levantamento de Felix Garcia Lopez, também pesquisador do Ipea. Lopez mostra que, de 1999 a 2013, o número de comissionados foi de 16,6 mil para cerca de 23 mil, um aumento de 38%. "O que mais cresceu foram as faixas superiores dos cargos DAS (Direção e Assessoramento Superiores, conhecidos como comissionados ou de confiança): nos DAS 4 a 6, a ampliação foi de 85%, enquanto nos 1 a 3, de 29%. O crescimento maior ao longo de todas as faixas foi, porém, dos cargos comissionados ocupados por servidores." Bom, segundo estes pesquisadores publicados, o total de servidores públicos federais chega a quase 600 mil. Bom, se somarmos este número, aos números publicados pelo IBGE sobre o aparato d...

Nascimento de um território

Território é uma construção social. Um certo escritor barbudo alemão, de origem judaica, escrevera certa vez que só há território de caça porque há caçadores que agem em determinada porção do espaço.  Território não é um monopólio estatal, mas o espaço onde um sem-número de indivídos e organizações exercem diversas formas de poder, mirando objetivos diversos. Território é o espaço que é utilizado por indivíduos e organizações, em perpétua construção por uns e desconstrução por outros.  Melhor, talvez, fosse falar de territórios, nunca de território ! Território como a resultante de uma função que agrega espaço, ações, poderes, objetivos, recursos, entre outras variáveis. Abaixo, um pequeno e muito importante exemplo de produção territorial em curso. Este cartograma é uma representação estática de ações que ocorreram e estão ocorrendo neste exato momento: a gestação de um território para uma organização estatal. Os territórios nacionais relativamente fixo...

Proteção social e transição demográfica

Em relação à aposentadoria, ninguém chegou a uma resposta razoável para a seguinte pergunta: quem paga a conta do sistema de proteção social, que tem como um dos componentes principais a aposentadoria por tempo de serviço ? Há um sem número de respostas a esta pergunta, desde "já que não querem pagar a conta do sistema, acabemos com o sistema"; até a que diz que "criemos e aumentemos os tributos, pois todo e qualquer sistema estatal de proteção social é bom". Entre um e outro, há um sem número de outras respostas. A pergunta inicial pode ser facilmente entendida no gráfico abaixo, onde PIA, significa População em Idade Ativa. Se o contexto muda, a política muda, parâmetros mudam, ou não ?! Um acordo entre gerações é possível ? Fonte do gráfico: http://www.scielo.br/pdf/rbepop/v25n1/v25n1a02