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Andando para ir almoçar, na Esplanada - crônica do quotidiano 3

Na hora do almoco, fui andando do ed. premium, até o edificio sede do Ministério da Saúde.

Quando cheguei nas proximidades do palacio do itamarati e da sede do MS, eis que vejo algo que nunca imaginei.

Uma jovem mulher cega, com bengala em punho, andando na rua, disputando espaco com os carros.

Num pensamento inicial e pre-conceituoso, refleti: Ué, por que ela não anda na calcada ?!

Olhei para frente e ri de minha cegueira:  como andar na calcada, numa cidade que, quando calcada tem, está ocupada por um sem-numero de coisas, como, por exemplo, duas enormes paredes de acrílico em frente à entrada dos servidores abaixo de DAS-4 ?


Corajosa ela, cego eu.

Comentários

  1. Infelizmente Brasilia nao foi feita para seres humanos desprovidos de rodas.... o futuro era do carro e assim foi feita. Até aí, tudo bem... (talvez). O triste é ver, 50 anos depois, a manutencao deste pensamento pobre...

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  2. Muito boa..... de fato cego somos nós......

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