Pular para o conteúdo principal

Exercício da AutoDefesa (Self Defense)

Interessante como são as coisas.

Ontem, segunda, 13/01/2014, foi aniversário de meu mestre de Arnis Kali, Inocalla. Mestre Inocalla fala muito sobre a cultura do medo VS a autodefesa, em sentido amplo, mas não só abstrato.

Neste sentido, depois do treino, ele nos mostrou um vídeo muito interessante onde crianças colegiais fazem uma demonstração coletiva de Arnis kali, que é atualmente ensinada nas escolas, como patrimônio da cultura filipina e tendo com um efeito, o conhecimento básico de defesa pessoal.

Não acredito mais em acasos há muitos e muitos anos.

Hoje, lua cheia, terça-feira, voltando do meu treino de Aikido e ao reencontrar meus filhos, começamos a ver desenhos sobre histórias, desenhos, coisas engraçadas... Do clássico Pônei Maldito, fomos parar em algo fantástico: Juro que vi !

Juro que vi é uma série de pequenos desenhos animados que contam histórias de nosso folclore mestiço, só que de uma forma profissional. Histórias ricas contadas de forma rica.

O último desenho que eu e meu filho vimos foi sobre Matinta Perera. E qual é o grande conteúdo da história ?  Superar a cultura do medo. E como isso nos liberta.

Qual conclusão que chego disso tudo ?  Que a autodefesa exige política e treino. A superação da cultura do medo exige disciplina e objetivos. Além de tudo, autodefesa, superação do medo, não envolve somente saber expressar-se corporalmente de forma adequada, mas envolve afirmar sua cultura. Uma precisa da outra, uma dá sentido, outra operacionaliza. Yin e Yang.

Obrigado prefeitura de minha terra natal, Rio de Janeiro !  Linda produção.

Então, vamos lá... Juro que vi ! 

Matinta Pereira: http://www.youtube.com/watch?v=KaXBrXaQ-6U

Iara (Oxum, com toques asiáticos de plantadores de arroz): https://www.youtube.com/watch?v=EgFPKjvnblI

Curupira (Oxossi): https://www.youtube.com/watch?v=P5S5wbmIZwY

Saci-perere: https://www.youtube.com/watch?v=923nsj_V2Q4

O boto: https://www.youtube.com/watch?v=3v2ZXWF8poo

Divirtam-se !


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

General Mourão e outros. O caráter autoritário da burocracia latino-americana.

      Peixe morre pela boca diz o velho deitado tomando sua cervejinha à beira-mar; não na prisão, vizinho do beira-mar.      A rejeição a TrumpNaro; a existência botafoguense de TrumpGomes e, atualmente, a focalização sobre o Sr. Mourão, vice, dão-se em boa parte em função de uma característica comum: a verborragia reducionista e simplista.      O simplismo reducionista dito aos quatro ventos denominamos, desde os manuais militares até Lênin e seu partido, agitação. Isso serve para comunicar pouco a muitos. Diferentemente da propaganda, onde se comunica muito a poucos. Se as informações e os conhecimentos transmitidos são corretos, é outra questão. Campanha eleitoral é isso, afora os acordos que ninguém explicita.     O Sr. Mourão é um exemplo típico do que na literatura chamou-se de “tendência autoritária da burocracia latino-america” e nós, apesar de não nos importamos muito com os vizinhos e ...

AIKIDO, algumas palavras sobre (parte 1 de 2)

Kokyu nage Comecei a treinar Aikido, arte marcial japonesa moderna, em 2005. Ou terá sido em 2004 ?  Não sei bem. Nesse contexto, 9 ou 10 anos de treino não faz muita diferença. Treinar Aikido fez parte de um processo mais amplo em relação a minha vida pessoal: ter filhos, parar de fumar, reduzir a ansiedade, externalizar minha agressividade, etc. Minha primeira aula, experimental, foi na UnB, no Dojo da Faculdade de Educação Física. Sensei Nelson estava liderando o treino. Cheguei e já no aquecimento pensei em desistir, pois dos movimentos era andar ajoelhado: Shiko. Movimento que nenhum ocidental faz em seu quotidiano, salvo algum problema anatômico ou funcional. Não desisti. Apesar de feito minha primeira aula na UnB ( local onde ensina-se Aikido há 25 anos ), por questões de compatibilidade de horário, resolvi ir treinar no Aizen Dojo, que à época era parte do mesmo grupo liderado por Shikanai Sensei . Ao longo do tempo, fui treinar na UnB, onde treino até ho...

MOEDA... MONOPÓLIO OU CONCORRÊNCIA

Quando surgiu, ou quando eu tomei conhecimento da moeda privada Bit Coin, isto me pareceu tão estranho, mas tão estranho. Desconfortável, na verdade. Creio que, fundamentalmente, a estranheza é derivada da seguinte indagação: se nem Estados com seus bancos centrais conseguem garantir 100% o valor e a disponibilidade de moeda, quem dirá indivíduos. O incômodo foi tamanho que simplesmente abstraí a existência de um sem-número de moedas que não a Estatal que já existem, quer tenham este nome, quer sejam travestidas de "promoções" ou grupos de consumo. Então, como o mundo é um moinho, esta questão voltou a mim em função dos estudos no doutorado. Este não é o tema de meu doutoramento, mas o tangencia marginalmente por várias e várias razões. Livros, artigos e teses para cá e para lá e eis que aparece em minha frente um livro com um título provocador e, atualmente, bastante fora de moda: A DESESTATIZAÇÃO DO DINHEIRO. Percebam que a idéia subjacente não é privatização do d...